AULA EM VÍDEO
Assista à Aula 16.
REFLEXÃO
CONTEÚDO DA AULA
Introdução
No direito pátrio, a adoção é uma modalidade artificial de filiação que busca imitar a natural. Daí ser conhecida também como filiação civil, pois não resulta de uma relação biológica, mas da manifestação da vontade, conforme o sistema do Código Civil de 1916, ou de sentença judicial, no atual sistema do Estatuto da Criança e Adolescente, bem como no novo Código Civil. O ato da adoção faz que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa, independentemente do vínculo biológico.
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Textos bíblicos sobre o tema
A adoção espiritual (divina) é baseada nesse mesmo princípio, embora seja infinitamente mais abrangente no seu alcance e finalidade. A palavra adoção é usada exclusivamente pelo apóstolo Paulo em suas epístolas. O termo grego υἱοθεσία (huiothesia) traduzido para "adoção" ocorre somente cinco vezes nas Escrituras. Uma vez, o termo é aplicado a Israel como nação Rm 9.4. Em outra passagem, Paulo a utiliza para se referir à segunda vinda de Cristo (Rm 8.23). As outras três citações expressam a posição presente na vida do cristão: Gl 4.4,5 / Ef 4.5 / Rm 8.15.
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Definição bíblica da adoção
Podemos dizer que "a adoção é o ato gracioso de Deus, o Pai, pelo qual o pecador arrependido não é apenas perdoado, justificado e regenerado [recebe o novo nascimento e uma nova vida], mas, também, declarado filho de Deus". O apóstolo João menciona a adoção no começo do seu evangelho, nos seguintes termos: (Jo 1.12,13). A plena compreensão e gozo da adoção ocorrerão no arrebatamento da Igreja, quando o Senhor voltar para buscar os que lhe pertencem, como está escrito: "Gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23).
REFLEXÃO
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Filiação celestial
Um dos maiores privilégios provenientes da adoção é a possibilidade de chamar Deus de Pai. Jesus disse para orarmos assim: “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9). Por conta disso, compreendemos que “já não somos escravos, porém filhos” (Gl 4.7). Portanto, por meio da adoção, dirigimo-nos a Deus não como um escravo se dirige ao seu senhor, mas como um filho se dirige ao pai. Este fato só é possível porque “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).
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Libertação do medo
“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15).
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Libertação da escravidão da Lei
“De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio” (Gl 3.24,25).
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Herdeiros e co-herdeiros com Cristo
“Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17).
VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Verificação de aprendizagem
Use estas perguntas para revisar os principais pontos estudados.
Como o sistema legal pátrio gera o ato da adoção?
Como o apóstolo Paulo usa a palavra adoção em seus escritos?
Como podemos definir a adoção bíblica?
Quais são os privilégios que o adotado por Deus recebe?